{"id":11886,"date":"2021-11-20T16:27:00","date_gmt":"2021-11-20T16:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/institutodpn.org\/website\/?p=11886"},"modified":"2022-09-22T14:36:13","modified_gmt":"2022-09-22T14:36:13","slug":"produtor-cultural-denuncia-pms-por-racismo-durante-abordagem-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutodpn.org\/website\/2021\/11\/20\/produtor-cultural-denuncia-pms-por-racismo-durante-abordagem-no-rio\/","title":{"rendered":"Produtor cultural denuncia PMs por racismo durante abordagem no Rio"},"content":{"rendered":"<h4><strong>O epis\u00f3dio foi transmitido ao vivo a mais de 194 mil seguidores na p\u00e1gina Carioquice Negra no Instagram. A a\u00e7\u00e3o aconteceu na tarde da \u00faltima quarta-feira, 17\/11<\/strong><\/h4>\n<p>O influenciador J\u00falio de S\u00e1, ativista do movimento negro, registrou boletim de ocorr\u00eancia ap\u00f3s ter sido alvo de uma abordagem policial considerada racista no Centro do Rio. O epis\u00f3dio foi transmitido ao vivo aos seus mais de 194 mil seguidores na p\u00e1gina Carioquice Negra no Instagram.<\/p>\n<p>Respons\u00e1veis pela defesa do influenciador, os advogados Joel Luiz Costa e Djeff Amadeus, do Instituto Defesa da Popula\u00e7\u00e3o Negra (IDPN), registraram o caso como crime de preconceito. Costa classificou a a\u00e7\u00e3o policial como violenta e arbitr\u00e1ria.<\/p>\n<p>No v\u00eddeo, dois policiais militares do Centro Presente, for\u00e7a-tarefa de policiamento de proximidade que atua na regi\u00e3o central do Rio, abordam o influenciador na sa\u00edda de uma loja de departamentos alegando que ele teria um volume na cintura. Os agentes tamb\u00e9m tentam justificar a abordagem dizendo que J\u00falio saiu muito r\u00e1pido do estabelecimento e n\u00e3o comprou nada. A a\u00e7\u00e3o aconteceu na tarde da \u00faltima quarta-feira, 17\/11.<\/p>\n<p>&#8220;Duas horas da tarde. Eu tenho certeza que se fosse tarde da noite, a situa\u00e7\u00e3o como foi, talvez eu n\u00e3o teria nem tempo para abrir uma live para falar o que est\u00e1 acontecendo&#8221;, afirma o influenciador na grava\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s o epis\u00f3dio, ele contou que decidiu fazer a transmiss\u00e3o ao vivo para se defender. &#8220;A primeira avalia\u00e7\u00e3o feita \u00e9 a cor da pele&#8221;, lamenta J\u00falio.<\/p>\n<p>Depois que o influenciador contestou a justificativa da abordagem e se recusou a informar seus dados aos policiais, eles chamaram refor\u00e7o de mais quatro agentes para conduzi-lo contra a vontade at\u00e9 a 5.\u00aa DP (Centro). Ao ser questionado sobre o motivo da condu\u00e7\u00e3o, um dos policiais militares diz que o influenciar incorreu no crime de desobedi\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;O senhor est\u00e1 desobedecendo uma ordem legal que est\u00e1 sendo dada do senhor. \u00c9 s\u00f3 identifica\u00e7\u00e3o, o senhor n\u00e3o quis, ent\u00e3o o senhor est\u00e1 incorrendo no crime de desobedi\u00eancia. A\u00ed l\u00e1 na delegacia o senhor vai tomar melhor ci\u00eancia do fato&#8221;, responde.<\/p>\n<p>Diante da resist\u00eancia do influenciador em entrar sozinho na van com os policiais, os agentes dizem que ele est\u00e1 ca\u00e7ando quizumba e vai entrar, por bem ou por mal. &#8220;Eu n\u00e3o quero usar de meios de for\u00e7a&#8221;, afirma um dos agentes.<\/p>\n<p>Em nota, a PM do Rio informou que, na delegacia, nada foi constatado e o influenciador foi liberado. A corpora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afirma que as abordagens policiais s\u00e3o realizadas conforme previsto em lei. &#8220;Os policiais e agentes da opera\u00e7\u00e3o s\u00e3o orientados e a cor da pele n\u00e3o \u00e9 escolha para abordagem policial&#8221;, diz o texto.<\/p>\n<h3><strong>Com a palavra, a Pol\u00edcia Militar do Rio<\/strong><\/h3>\n<p>&#8220;Os policiais do Centro Presente estavam patrulhando a regi\u00e3o na tarde de ontem (17) quando suspeitaram de um rapaz que, segundo eles, demonstrou insatisfa\u00e7\u00e3o com a aproxima\u00e7\u00e3o policial e pareceu querer se desvencilhar dos agentes entrando em uma loja.<\/p>\n<p>Os policiais se aproximaram do rapaz e pediram que ele se identificasse, mas ele se recusou e foi conduzido \u00e0 delegacia, conforme procedimento padr\u00e3o. Na DP ele foi identificado, nada foi constatado e foi liberado em seguida<\/p>\n<p>Vale ressaltar que o foco da Opera\u00e7\u00e3o Seguran\u00e7a Presente \u00e9 o atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e as abordagens policiais s\u00e3o realizadas conforme previsto em lei. Os policiais e agentes da opera\u00e7\u00e3o s\u00e3o orientados e a cor da pele n\u00e3o \u00e9 escolha para abordagem policial.<\/p>\n<p>As abordagens n\u00e3o s\u00e3o pautadas por cor da pele, orienta\u00e7\u00e3o sexual, religiosa, de g\u00eanero ou qualquer fator pessoal, mas a partir de den\u00fancias ou comportamentos que podem representar algum risco \u00e0 coletividade&#8221;.<\/p>\n<p><small>Mat\u00e9ria publicada originalmente pelo <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/brasil\/2021\/11\/4964631-produtor-cultural-denuncia-pms-por-racismo-durante-abordagem-no-rio.html\">Correio Braziliense<\/a>. Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Redes sociais.<\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O epis\u00f3dio foi transmitido ao vivo a mais de 194 mil seguidores na p\u00e1gina Carioquice Negra no Instagram. A a\u00e7\u00e3o aconteceu na tarde da \u00faltima quarta-feira, 17\/11 O influenciador J\u00falio de S\u00e1, ativista do movimento negro, registrou boletim de ocorr\u00eancia ap\u00f3s ter sido alvo de uma abordagem policial considerada racista no Centro do Rio. O epis\u00f3dio foi transmitido ao vivo aos seus mais de 194 mil seguidores na p\u00e1gina Carioquice Negra no Instagram. Respons\u00e1veis pela defesa do influenciador, os advogados Joel Luiz Costa e Djeff Amadeus, do Instituto Defesa da Popula\u00e7\u00e3o Negra (IDPN), registraram o caso como crime de preconceito. Costa classificou a a\u00e7\u00e3o policial como violenta e arbitr\u00e1ria. No v\u00eddeo, dois policiais militares do Centro Presente, for\u00e7a-tarefa de policiamento de proximidade que atua na regi\u00e3o central do Rio, abordam o influenciador na sa\u00edda de uma loja de departamentos alegando que ele teria um volume na cintura. Os agentes tamb\u00e9m tentam justificar a abordagem dizendo que J\u00falio saiu muito r\u00e1pido do estabelecimento e n\u00e3o comprou nada. A a\u00e7\u00e3o aconteceu na tarde da \u00faltima quarta-feira, 17\/11. &#8220;Duas horas da tarde. Eu tenho certeza que se fosse tarde da noite, a situa\u00e7\u00e3o como foi, talvez eu n\u00e3o teria nem tempo para abrir uma live para falar o que est\u00e1 acontecendo&#8221;, afirma o influenciador na grava\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s o epis\u00f3dio, ele contou que decidiu fazer a transmiss\u00e3o ao vivo para se defender. &#8220;A primeira avalia\u00e7\u00e3o feita \u00e9 a cor da pele&#8221;, lamenta J\u00falio. Depois que o influenciador contestou a justificativa da abordagem e se recusou a informar seus dados aos policiais, eles chamaram refor\u00e7o de mais quatro agentes para conduzi-lo contra a vontade at\u00e9 a 5.\u00aa DP (Centro). 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