{"id":11882,"date":"2021-11-21T14:06:00","date_gmt":"2021-11-21T14:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/institutodpn.org\/website\/?p=11882"},"modified":"2022-09-22T14:15:47","modified_gmt":"2022-09-22T14:15:47","slug":"numero-de-registros-de-racismo-no-rio-de-janeiro-quase-dobrou-no-primeiro-semestre-do-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutodpn.org\/website\/2021\/11\/21\/numero-de-registros-de-racismo-no-rio-de-janeiro-quase-dobrou-no-primeiro-semestre-do-ano\/","title":{"rendered":"N\u00famero de registros de racismo no Rio de Janeiro quase dobrou no primeiro semestre do ano"},"content":{"rendered":"<h4><strong><span style=\"font-size: revert; color: initial;\">Os crimes de preconceito de ra\u00e7a ou de cor entre os seis primeiros meses de 2019 e 2021 passaram de 43 para 82 v\u00edtimas\u00a0<\/span><\/strong><\/h4>\n<p>Os registros de racismo quase dobraram no Rio de Janeiro no primeiro semestre deste ano. Os dados s\u00e3o do Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Os crimes de preconceito de ra\u00e7a ou de cor, que tamb\u00e9m inclui discrimina\u00e7\u00e3o contra etnia, religi\u00e3o e proced\u00eancia nacional entre os seis primeiros meses de 2019 e 2021 passaram de 43 para 82 v\u00edtimas.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso de inj\u00faria por preconceito, que engloba crimes cometidos contra ra\u00e7a, cor, religi\u00e3o, origem, pessoa idosa ou deficiente, o crescimento foi de 17% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>O coordenador do instituto de defesa da popula\u00e7\u00e3o negra, DJeff Amadeus, destaca que os n\u00fameros apresentados demonstram uma vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u201cSer negro \u00e9 um processo de descoberta, como ensinou Neusa Santos Souza, ent\u00e3o o aumento dos registros tem a ver com o fato de que a luta iniciada por nossos intelectuais negros e negras e continuada por n\u00f3s dos movimentos negros que viemos depois tem tido \u00eaxito j\u00e1 que hoje a gente tendo orgulho da nossa cor, da nossa hist\u00f3ria, ancestralidade, n\u00e3o nos calaremos diante de qualquer ataque a nossa hist\u00f3ria\u201d, disse Amadeus.<\/p>\n<p>N\u00fameros do ano passado foram descartados j\u00e1 muitos n\u00e3o formalizaram as ocorr\u00eancias pelo isolamento social.<\/p>\n<p>De acordo com o ISP, a alta pode ser reflexo de uma maior conscientiza\u00e7\u00e3o das pessoas que deixaram de naturalizar muitos atos preconceituosos, fazendo assim os registros em delegacia. A diretora-presidente do Instituto, Marcela Ortiz, fala da import\u00e2ncia dos registros.<\/p>\n<p>\u201cA confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 um ponto a ser levado em considera\u00e7\u00e3o. O estado do Rio \u00e9 um dos poucos do pa\u00eds a ter uma delegacia dedicada a investiga\u00e7\u00e3o dos crimes raciais e dos delitos de intoler\u00e2ncia, que \u00e9 a Decradi. \u00c9 muito importante que se diga que a den\u00fancia desses crimes \u00e9 fundamental para que o poder p\u00fablico e a sociedade tenham a real no\u00e7\u00e3o do racismo no nosso estado\u201d, afirma Marcela.<\/p>\n<p>Em 2020, dados do Dossi\u00ea Crimes Raciais apontavam que em 2019, duas pessoas foram v\u00edtimas de racismo por dia no estado do Rio, sendo que as mulheres representam 58% desse total.<\/p>\n<p>Ainda segundo o levantamento do ISP, quatro a cada dez casos aconteceram fora do ambiente residencial e 43% dos agressores eram conhecidos das v\u00edtimas.<\/p>\n<p><small>Mat\u00e9ria publicada originalmente pelo <a href=\"https:\/\/www.band.uol.com.br\/noticias\/numero-de-registros-de-racismo-no-rio-de-janeiro-quase-dobrou-no-primeiro-semestre-do-ano-16461432\">Band Not\u00edcias<\/a>. Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Pixabay.<\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os crimes de preconceito de ra\u00e7a ou de cor entre os seis primeiros meses de 2019 e 2021 passaram de 43 para 82 v\u00edtimas\u00a0 Os registros de racismo quase dobraram no Rio de Janeiro no primeiro semestre deste ano. Os dados s\u00e3o do Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Os crimes de preconceito de ra\u00e7a ou de cor, que tamb\u00e9m inclui discrimina\u00e7\u00e3o contra etnia, religi\u00e3o e proced\u00eancia nacional entre os seis primeiros meses de 2019 e 2021 passaram de 43 para 82 v\u00edtimas. J\u00e1 no caso de inj\u00faria por preconceito, que engloba crimes cometidos contra ra\u00e7a, cor, religi\u00e3o, origem, pessoa idosa ou deficiente, o crescimento foi de 17% no mesmo per\u00edodo. O coordenador do instituto de defesa da popula\u00e7\u00e3o negra, DJeff Amadeus, destaca que os n\u00fameros apresentados demonstram uma vit\u00f3ria. \u201cSer negro \u00e9 um processo de descoberta, como ensinou Neusa Santos Souza, ent\u00e3o o aumento dos registros tem a ver com o fato de que a luta iniciada por nossos intelectuais negros e negras e continuada por n\u00f3s dos movimentos negros que viemos depois tem tido \u00eaxito j\u00e1 que hoje a gente tendo orgulho da nossa cor, da nossa hist\u00f3ria, ancestralidade, n\u00e3o nos calaremos diante de qualquer ataque a nossa hist\u00f3ria\u201d, disse Amadeus. N\u00fameros do ano passado foram descartados j\u00e1 muitos n\u00e3o formalizaram as ocorr\u00eancias pelo isolamento social. De acordo com o ISP, a alta pode ser reflexo de uma maior conscientiza\u00e7\u00e3o das pessoas que deixaram de naturalizar muitos atos preconceituosos, fazendo assim os registros em delegacia. A diretora-presidente do Instituto, Marcela Ortiz, fala da import\u00e2ncia dos registros. \u201cA confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 um ponto a ser levado em considera\u00e7\u00e3o. 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